Por que usar cosméticos veganos?

Olá! Eu sou a Liliane! Muito prazer, você que veio até aqui ler este texto sobre achismos meus e de outros sobre como gostaríamos que fosse o mundo em que vivemos.
Não sei você, mas faço parte de um grupo de pessoas que acreditam que somos seres vivos humanos em um planeta cheio de outros seres vivos não humanos e que tudo bem; podemos ter um sistema de convivência sem a necessidade de explorar outros seres não humanos.
Claro que tudo começou pela alimentação, o negócio de não querer comer carne depois que você sabe sob quais condições aquilo chegou até você. Depois, veio o questionamento de por que raios eu iria querer uma bolsa feita da pele de um animal. Quando essa pergunta se instala, parece cena de filme, você passa a enxergar todo o sistema de consumo em que vivemos.
Vai usar um rímel? Um animal vivo pode ter sido utilizado em um laboratório em condições deploráveis para alimentar nossa vaidade.
Em todo tipo de atividade humana, tem rastro de exploração de alguma vida não humana. Já me perguntei várias vezes, será que era assim na época da escravidão negra no Brasil? Todo o massacre que a população branca provocava aos negros era normatizada e vista sem assombro, pois acontecia todo dia e ainda tinha um sistema que foi construído em cima dessa relação de subserviência.
Era outro ser humano, mas institucionalmente (Igreja, Estado e privilegiados) aquilo sustentava todo mundo, se a escravidão acabasse, colapsava o todo. Por isso o interesse me manter tudo como estava, não interessando o sofrimento dessa população.
Me pergunto se estamos vivendo assim agora também. Utilizando a exploração animal para cada ação de consumo nossa, sedados pelo prazer da compra e cegos pela normalidade em nosso dia a dia, das agressões que provocamos em outras vidas. Tudo em nome da suposta superioridade cadeia alimentar.

Estamos aqui para isso? Para ser superior a outra vida não humana e trancafiá-la em um laboratório, fazenda e fazê-la (re)produzir o que quisermos, quando quisermos?

Motorista, pára! Quero descer!

 

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